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Oculto nas sombras

quinta-feira, 9 de julho de 2015.
     Caminhava na escuridão quando ouvi uma jovem chorar,
Por seu amor perdido lamentar...
Dela me aproximei e em seu ouvido sussurrei:
"Não chore, querida. A morte não é o fim".
Então, recuei
E em meu íntimo lamentei
Por trás de tamanha beleza
Se oculta tanta tristeza...

Não chore!
Ao contrário do que imagina,
Não está sozinha.
Você não me vê, mas eu vejo você.
Ao seu lado sempre estive,
Te protegendo e consolando.
Por favor, não se entregue à dor.
Tire esse véu negro, me deixe ver seu rosto...
Por trás de tamanha beleza
Se oculta tanta tristeza.

Sou um amante secreto,
Seu humilde servo.
Oculto nas sombras, te observo...
Só esperando uma chance para 
O meu amor confessar.
Abra a janela, me deixe entrar. ©


Lilth Melville.
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Slendy's Lullaby - tradução

sábado, 12 de julho de 2014.
Olá? Como estão? Desculpe-me por ter ficado tanto tempo sem blogar. Eu estava sem inspiração para escrever. Mas, agora eu estou de volta!
  Hoje, vou apresentar a quem ainda não conhece, uma de minhas canções preferidas. É a Slendy's Lullaby de Lily Pichu. Adoro essa canção que é um misto de doçura, melancolia e terror.
 Confira a tradução da música!


Slendy's Lullaby

(tradução)




Alguém está sempre me observando,
Alguém está sempre lá

Quando estou dormindo, ele apenas espera,
E ele olha...

Alguém está sempre de pé no
Canto mais escuro do meu quarto.

Ele é alto e usa um terno  preto,
Vestido como o noivo perfeito.

Onde você vai?
Por que você não vai ficar?

Eles podem estar com medo de você,
Mas eu só quero jogar ...

Ele não tem rosto,
Ele se esconde com as árvores ...

Ele ama as criancinhas,
Quando eles imploram e gritam...

- Por favor?




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Robert, o boneco sinistro

quarta-feira, 18 de junho de 2014.
 

 Em 1896, a escrava de um rico comerciante deu ao filho do seu dono um boneco de palha que, segundo consta, havia passado por um ritual de magia negra. O garoto Eugene batizou o boneco de Robert e, durante a sua infância, toda vez que algo ruim acontecia e a culpa recaía sobre Eugene, ele dizia que Robert havia feito isso.
Estranhos eventos começaram a ser relatados. Taças e talheres eram atiradas na sala de jantar, servos escondidos durante seus turnos da noite enquanto ouviam barulhos de roupas sendo rasgadas e papeis que eram amassados e jogados no chão em aposentos esquecidos da casa. Brinquedos queridos de Eugene começaram a aparecer multilados quando no profundo da noite se ouvia uma fina risada.
O jovem Robert adorava conversar com seu amiguinho, e alguns empregados repararam que o boneco parecia responder, ou ao menos parecia haver um diálogo entre eles. Alguns também comentavam que a expressão do boneco mudava discretamente de tempos em tempos. Sorrisos maliciosos surgiam em seus lábios desenhados. Também haviam boatos de que o boneco desaparecia e surgia nos lugares mais inusitados.

Vizinhos afirmavam ter visto o brinquedo nas janelas da casa quando a família estava fora, e membros da família Otto disseram ter ouvido em mais de uma ocasião uma risada tétrica vindo de algum lugar onde não havia ninguém, exceto o brinquedo. O boneco Robert assustava as pessoas durante o dia, mas a noite ele focava a sua atenção no jovem Robert Otto. O menino sofria de pesadelos e acordava no meio da madrugada, gritando de medo, a medida que móveis e objetos voavam pelo quarto e se espatifavam nas paredes. Robert parecia sempre apavorado, mas jamais contava o que estava acontecendo. Ferimentos e arranhões começaram a aparecer em seu corpo. Tufos de cabelo branco manchavam seus cabelos escuros. 

Em duas ocasiões o menino, na época com seis anos, desfaleceu e um médico foi chamado para examiná-lo. Averiguou-se então que ele apresentava marcas de estrangulamento no pescoço. Seus pais achavam que algum empregado pudesse estar por detrás dos ataques e mandaram todos embora. Mas os estranhos ataques continuavam acontecendo. Em uma noite, o menino foi encontrado de baixo da cama, estava paralisado de horror. Havia uma marca de mordida em seu pescoço. Quando finalmente despertou, o pai exigiu saber o que havia acontecido e aos prantos o menino respondeu: "Robert fez isso! Robert fez isso!"

O boneco foi removido e os ataques imediatamente cessaram. Os jornais na época deram grande destaque a esses acontecimentos.


Quando os pais de Gene morreram ele redescobriu Robert no sótão.



A esposa de Gene sentia-se desconfortável, até que um dia cansou-se do olhar incômodo do boneco e o devolveu ao sótão. Gene ficou chateado e exigiu que Robert tivesse um quarto só para ele, de onde pudesse ver a rua pela janela. Pouco depois a sanidade de Gene começou a diminuir. Os cidadãos de Key West relatavam ver Robert na janela rindo. Crianças evitavam passar perto da casa com medo do olhar maligno do boneco.


Visitantes diziam ouvir passos no sótão e estranhas risadas, ate que após um tempo as visitas cessaram na casa de Gene. Conforme Eugene envelhecia, foi ficando extremamente abusivo com Anne, sendo descoberto depois que ela chegou a ser trancada diversas vezes no cubículo debaixo da escadaria várias vezes ao dia.

Robert Otto faleceu em 1974, anos antes de sua morte, o boneco foi encontrado e repórteres tentaram falar com ele a respeito de suas experiências. Ele jamais quis falar sobre o assunto. Robert foi achado no porão da casa de campo dos Otto, vendida em meados dos anos 1950. Seu dono encontrou junto com o sinistro brinquedo, um caderno com recortes a respeito de sua estranha estória. Ninguém sabe quem reuniu os recortes. Posteriormente o brinquedo foi vendido a um colecionador (que segundo rumores morreu em um estranho incêndio) e finalmente doado para o museu. 

 

 Após a morte e enterro de Eugene, Anne foi para casa de sua família em Boston e colocou sua casa para alugar. Robert foi redescoberto no sótão pela filha de 10 anos dos novos proprietários da casa. Pouco tempo depois a menina começou a se queixar que Robert a torturava e infernizava sua vida.


Mesmo após 30 anos ela continua a afirmar que "A boneca estava viva e queria matá-la". Robert, ainda vestido em sua roupa branca de marinheiro está hoje em exibição no Key West Martello Museum.
Funcionários do museu continuam a relatar estranhos fenômenos atribuídos a Robert: pessoas com marca-passos que param de funcionar na sua frente, assim como máquinas fotográficas (as autoridades do Museu gastaram 6 rolos de filme e muitas pilhas e só conseguiram uma meia dúzia de fotos para divulgação). Curadores do Museu reportaram terem visto Robert mudar de posição durante a noite, mesmo estando atrás de uma jaula de vidro.

Pessoas que vão ver Robert também contam pasmas terem visto suas expressões faciais mudarem diante de seus olhos. Quem desejar tirar uma foto dele, deve pedir educadamente AO BONECO, se ele não concordar, a sua cabeça inclinará para o lado. Dizem que quem tirar uma foto de Robert sem a sua permissão, será amaldiçoado.
Os visitantes que esquecem desses costume devem pedir desculpas. O grande número de câmeras que misteriosamente deixam de funcionar no exato momento em que o boneco é fotografado, ajudou a sedimentar a crença. 


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Wendigo

Wendigo (também Windigo, Windago, Windiga, Witiko, Wihtikow e outras variações) é um criatura sobrenatural que faz parte da mitologia do povo indígena da América do Norte Ojíbuas. De acordo com a mitologia, o Wendigo é formado a partir de um humano qualquer, que passou muita fome durante um inverno rigoroso, e para se alimentar, comeu seus próprios companheiros. Após perpetuar atos canibais por muito tempo, acaba se tornando este monstro e ganha muitos atributos para caçar e se alimentar mais como, por exemplo, poder imitar a voz humana, escalar árvores, suportar cargas muito pesadas, e além disso tem uma inteligência sobre-humana. O Wendigo também tem a capacidade de hibernar por anos, e para suportar os invernos, estoca suas vítimas em cavernas subterrâneas onde as devora lentamente. De acordo com a mitologia indígena, para destruir um Wendigo é preciso queimá-lo, pois segundo os indígenas, Wendigo tem um corpo sobrehumano também que lhe permite sobreviver a qualquer tipo de ferimento inconstante.
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Pazuzu, o demônio do vento


Na mitologia suméria, Pazuzu era o rei dos demônios do vento, filho do deus Hanbi. Ele também representava o vento sudoeste, que trazia as tempestades e a estiagem.
A origem de Pazuzu remonta a aproximadamente 1000 anos a.C,na Assíria, Mesopotâmia.
Pazuzu é frequentemente representado por uma criatura de corpo humano, mas com a cabeça de um leão ou cachorro, garras em vez de pés, dois pares de asas, cauda de escorpião e o corpo revestido de escamas.
Normalmente essas representações vêm com a mão direita levantada e a esquerda abaixada, representando vida e morte, criação e destruição.

Os artesãos assírios o representavam de várias formas, como estatuetas de bronze e amuletos feitos dos mais diversos materiais, como terracota ou jaspe.

O anel que fica sobre a cabeça das estauetas indica que tais objetos eram usados em volta do pescoço ou pendurados nas casas, geralmente no local onde pessoas inválidas dormiam.
Pazuzu era conhecido por trazer a estiagem e a fome nas estações secas e as pragas nas estações chuvosas. Apesar de ser considerado um demônio do mal, Pazuzu era invocado em amuletos para lutar contra a deusa maligna Lamashtu, um demônio feminino que se alimentava das crianças recém-nascidas e que acreditava-se ser o responsável por prejudicar a mãe durante o parto.

Pequenos amuletos retratando Pazuzu eram colocados no pescoço de mulheres grávidas a fim de protegê-las do demônio Lamashtu. Tais amuletos eram também colocados na mobília do quarto.

Era também invocado como proteção contra doenças trazidas pelos ventos, especialmente pelo vento oeste.

Há uma creepypsta em um canal do you tube, muito interessante em que Pazuzu assombra o personagem principal.


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Slender Man, poema gótico

sexta-feira, 23 de maio de 2014.
Escondido entre as árvores, ele observa as crianças brincando
Ele é alto e não tem face
Está sempre à espreita e
Ao menor descuido
Ele leva os inocentes
Para um lugar escuro, 
Onde ninguém vai encontrá-los.

Slender Man
Ele vai te encontrar.
Slender Man
Grite o quanto quiser.
Ninguém pode te ajudar.
No lugar, onde ele vai te levar
Suas preces não serão ouvidas.

Olhe para a sua face vazia
Ele sente o medo tomando conta de seu corpo
Não resista mais...
Você não pode fazer nada.
Não pode fugir dele.

Ele te envolve em um abraço sufocante
Você perde a consciência
E quando a recobra já é tarde...

Agora, ele deve escolher uma nova vítima
Escondido entre as árvores
Ele observa as crianças brincando.

Lilith Melville
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The Rake, ele te observa das sombras

quarta-feira, 7 de maio de 2014.

Vários relatos de encontros com o The Rake ocorreram desde o século 12,em quatro continentes diferentes.Em cada um desses relatos,as historias eram muito parecidas. De acordo com a lenda,The Rake é uma criatura que entra no seu quarto a noite,e senta na beirada de sua cama.Se a pessoa acordar no meio da noite,e o ver,a pessoa é morta por ele.

De acordo com blogs,livros,relatos,etc,na primeira noite,a pessoa somente sente a presença do The Rake.Na segunda noite,a pessoa pode vê-lo.Na terceira noite,o The Rake fica olhando para a pessoa.Na quarta noite,não há mais escapatória,o The Rake vai matar a pessoa.

Ele consegue entrar no quarto sem fazer barulho,ou seja,você só saberá que ele está no quarto quando ele já estiver na sua cama.

O The Rake tem apenas uma vítima por vez,ou seja,mesmo se você dormir em um quarto cheio de pessoas,ele só atacará uma dessas pessoas.
The Rake é descrito como uma criatura humanoide,sem pelos, de pele branco acinzentado,e olhos completamente negros.É descrito como bem magro e alto.Algumas pessoas que o viram descrevem ele como "parecendo com um cachorro pelado que anda sobre duas pernas". Alguns acham que ele é um alienígena,outros que ele é uma assombração.


Fonte: http://monstropediabrasil.wikia.com/wiki/The_Rake
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Slender Man

O Slender Man (também conhecido como Slenderman) é um personagem originário dos Memes da Internet, criado por Victor, surge em Something Awful Forums. A história do slenderman foi ganhando "vida" com o que todos falam e com base nisso muitas pessoas tendem a acreditar que o "monstro" é real.

O Slender Man é descrito como muito alto e magro, com braços anormalmente longos, que podem se estender para  intimidar ou capturar presas. Tem uma cabeça branca, não tem rosto,
não tem cabelo e usa um terno preto. Está normalmente associado a floresta, onde pode se camuflar em meio as árvore. Consegue apagar a memória de suas presas, além de causar alucinações e desespero em suas vitimas, fazendo com que elas sejam capturadas rapidamente.  Muitas pessoas também relatam que viram tentáculos negros saindo de suas costas.
Inicialmente era conhecido principalmente por sequestrar e matar crianças. Depois começou a perseguir adultos e adolescentes, perseguindo sua vítima por toda vida até a pessoa ficar
 louca.

    Para algumas pessoas, o Slenderman é movido pelo desejo interminávelde matar. Para outras pessoas, ele necessita absorver os corpos de suas vítimas para sua própria sobrevivência,
talvez este seja o motivo pelo qual seus corpos nunca foram encontrados. Ainda, outras pessoas acreditam que, após matar suas vítimas, a criatura diabólica as leva para seu lugar de origem; o que seria um tipo de realidade paralela ou outro mundo.

O Slender Man foi chamado de "O primeiro grande mito da web" maspode ser na verdade um jeito do criador ter retratado o monstro que supostamente o perseguia.
 O sucesso da lenda do Slender Man tem sido atribuída à natureza conjuntiva da Internet. Enquanto quase todos os envolvidos entendem que o Slender Man não é real, a Internet permite que outros construam sobre os fatos já criados e, assim, dar um ar de autenticidade ao personagem.
E você, acredita no Slender Man? Eu acredito!

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Julienne Melancólica, a fada raptora

  Você conhece a lenda de Julienne Melancólica? Ela é mais conhecida como a fada raptora de crianças.
  Semelhante à outra fada da escuridão, a Annie Dark, ela apareceria sempre à noite.
Conta a lenda que ela entraria em cuja casa ouvisse uma criança chorando. Se esconderia em um lugar escuro e, na primeira oportunidade, se aproximaria da criança. Uma vez que é tocada por Julienne, a criança muda completamente. Se afastando das outras pessoas, tornando-se agressiva e tendo verdadeiro pavor de qualquer fonte de luz forte. Seu fascínio por Julienne chega a tal ponto que a criança não reconhece mais os próprios pais, e acredita que é Julienne sua verdadeira mãe.
  Crianças que são visitadas por Julienne Melancólica, tem um comportamento estranho. E quase sempre são vistas falando sozinhas. Isso quando não desaparecem por horas, para então, serem encontradas nos lugares escuros e isolados da casa. Uma menina, certa vez, foi encontrada por sua mãe no sótão. Todos procuraram por ela há três dias, quando ela brincava no jardim e simplesmente desapareceu. A menina estava encolhida em um canto, sussurrando para outra pessoa que só ela via e chamava de Mamãe. A menina não reconheceu a própria mãe (que aliás só encontrou porque ouviu uns barulhos estranhos vindo do sótão) e se mostrou muito agressiva. Só o pai da menina conseguiu tirá-la do sótão. E quando a menina viu a luz do sol, começou a gritar desesperada, que a luz queimava. Só quando sua mãe puxou a cortina, ela se acalmou um pouco. Nos dias seguintes, a menina (acho que se chamava Lenor ou Eleanor, algo assim) passou as noites em claro, sempre brincando pela casa com sua amiga invisível. Não importava o quão duramente seus pais a repreendiam e a colocavam na cama, ela se levantava e continuava rindo e falando sozinha. Seus pais a levaram até um especialista, pois acreditavam que ela estava louca, mas o especialista disse que não havia nada anormal com a menina e que era normal crianças da idade dela terem amigos imaginários. Os pais não se convenceram e procuraram a ajuda de uma médium. A médium foi até à casa onde a família Fields vivia e disse que havia um espírito sombrio que ansiava levar a alma da filha deles. Muito assustados, eles se mudaram de casa. A pequena Lenor voltou ao normal, embora, ocasionalmente, tivesse alguns pesadelos. Tudo parecia estar bem, até que uma noite a senhora Fields foi até o quarto de sua filha, e após ter um pesadelo onde uma mulher estranha se aproximava de sua filha e a levava com ela. O mais sinistro era que o tempo todo, a mulher chorava e suspirava. E não parou nem mesmo quando pegou a menina e a levou embora com ela.
  A senhora foi até o quarto de sua filha, mas não a encontrou na cama. Uma das portas do guarda-roupa estava aberta. E dois pares de pegadas (sendo um de sua filha e outro, provavelmente de uma pessoa adulta) sujas de barro que iam e vinham da cama até o guarda-roupa.
  Desesperada, a senhora Fields revirou o guarda-roupas, mas não havia nada ali. Ela procurou por sua filha por toda a casa, mas não a encontrou. Ninguém nunca mais soube nada sobre a menina e ela continua desaparecida até hoje.

  A lenda diz que no terceiro dia, do terceiro mês, às três horas da manhã, a criança a qual Julienne escolhe, desaparece sem deixar rastros.  Julienne levaria a criança para um mundo sombrio, abrindo algum tipo de portal mágico. Este portal poderia ser um espelho de corpo inteiro - antigamente, acreditava-se que espelhos seriam portais que os espíritos usariam para virem para este mundo, por isso, era um costume, cobrir todos os espelhos à noite, para que os demônios não atravessassem para esta dimensão - ou qualquer lugar que ela escolhe para abrir o portal.
   Julienne convidaria a criança para ver vaga-lumes (dependendo da versão, podem ser coelhos ou borboletas) em sua floresta. Uma vez que a criança aceitasse, ela a conduziria pela floresta escura, até uma clareira. E quando a criança perguntasse:
- Mamãe, onde estão os vaga-lumes?
  Julienne mostraria sua face cadavérica e devoraria a criança.
Ela moraria em uma casa feita de ossos humanos e prenderia as almas das crianças nas árvores em sua floresta obscura. Por isto, as árvores de sua floresta são conhecidas como "Árvores Sussurrantes". Os sussurros das árvores, na verdade, seriam os lamentos das pobres almas aprisionadas das crianças.
  Julienne sairia vagando noite afora, cantando uma lullaby triste (assim como Annie Dark). Sempre atenta, à procura de uma porta ou janela que estivesse aberta e houvesse uma criança chorando na casa. Sinistro. Fiquei arrepiada!
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Taxidermia

sexta-feira, 16 de agosto de 2013.
http://db2.stb.s-msn.com/i/A7/FAA96749524DFD371D7F8CAFBF3D6_h388_w598_m2_q90_cwLpVYMtl.jpg
    Taxidermia ou taxiodermia (termo grego que significa "dar forma à pele") é a arte de montar ou reproduzir animais para exibição ou estudo . É a técnica de preservação da forma da pele, planos e tamanho dos animais . É usada para a criação de coleção científica ou para fins de exposição, bem como uma importante ferramenta de conservação, trazendo também uma alternativa de lazer e cultura para a sociedade. Tem como principal objetivo o resgate de espécimes descartados, reconstituindo suas características físicas e, às vezes, simulando seu habitat, o mais fielmente possível para que possam ser usados como ferramentas para educação ambiental ou como material didático. Popularmente o termo empalhar já foi usado como sinônimo de "taxidermizar" entretanto atualmente não se usam mais os manequins de palha e barro para substituir o corpo dos animais.
     É um procedimento exercido por biólogos, que envolve conhecimentos de diversas áreas além da biologia, como: química, anatomia, comportamento, ecologia, artes plásticas, entre outras. É uma técnica aplicada somente em animais vertebrados e seus registros mais antigos remontam ao império egípcio, a cerca de 2.500 a.C.

A Taxidermia atende a diferentes públicos como donos de animais domésticos, pescadores e caçadores desportistas, criadouros de animais comerciais, bem como museus de história natural, entidades conservacionista, zoológicos, universidades e mais recentemente o teatro e a televisão.
Na preparação de animais para taxidermia, são usadas diversas técnicas como, preparação de esqueleto, preparação de pele cheia, montagem em série, montagem para exposição, preparação de pele em curtume, diafanização, infiltração em parafina, fixação e montagem de coleção de insetos de várias espécies.


Taxidermia Pária


Taxidermia pária consiste na criação de animais embalsamados que não possuem uma forma real no seu todo. Peças resultantes desta prática normalmente são compostas por partes de dois ou mais animais embalsamados representando híbridos irreais como quimeras, figuras mitológicas, ou criaturas simplesmente provenientes do imaginário do autor. Para além de serem utilizadas partes distintas de diferentes animais nas peças de taxidermia pária, também é recorrente o uso de materiais artificiais, mais duráveis e que possibilitam resultados mais diversificados. Muitos taxidermistas não consideram esta prática como verdadeira taxidermia. A Taxidermia Pária é comumente vista em apresentações de slide e museus/shows ambulatórios como criaturas extravagantes genuínas.
Quando o ornitorrinco foi descoberto pela primeira vez por europeus em 1798 e um pêlo e esboço do animal foram enviados para o Reino Unido, alguns pessoas pensaram que o animal era um embuste. Pensaram que um taxidermista tinha cosido o bico dum pato no corpo de uma espécie de castor. George Shaw que produziu a primeira descrição do animal na "Naturalist's Miscellany" em 1799, até chegou a levar uma tesoura até à pele seca do animal em busca dos pontos de sutura.
 O termo original "Rogue Taxidermy" (Taxidermia Pária) foi introduzido pelo grupo MART (The Minnesota Association of Rogue Taxidermists) sediado em Minneapolis, em Outubro de 2004, mais especificamente pelos fundadores da associação, Sarina Brewer, Scott Bibus, e Robert Marbury. O termo apareceu impresso pela primeira vez num artigo da New York Times sobre a exposição estreia do grupo a 3 de Janeiro de 2005.
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Bacantes, as ninfas más

sábado, 4 de maio de 2013.

Você gosta de ninfas, aquelas belas donzelas imortais gregas, representadas nuas se banhando em um lago, nas pinturas antigas? Mas o que você pensa que acha sobre elas, hum? O filme A Floresta dos condenados ( Forest of the Damned) nos apresenta uma face demoníaca dessas belas criaturas. Embora o autor não tenha se preocupado muito em classicar os tipos de ninfas (porque existem vários, veja no blog Deleite das ninfas), fica fácil idêntificar que só pode tratar-se das temíveis Bacantes, ninfas malévolas e lúxuriosas que comiam a carne dos homens e convertiam as mulheres em suas seguidoras.

O Mito das Bacantes


As Mênades, também conhecidas como Bacantes, Tíades ou Bassáridas, eram fanáticas mulheres seguidoras e adoradoras do culto de Dioniso, conhecidas como selvagens e enlouquecidas porque delas não se conseguia um raciocínio claro. Durante o culto dançavam de uma maneira muito livre e lasciva, em total concordância com as forças mais primitivas da natureza.

Os mistérios que envolviam o deus Dioniso provocavam nelas um estado de êxtase absoluto e elas entregavam-se à desmedida violência, derramamento de sangue, sexo, embriaguez e autoflagelação. Estavam sempre acompanhadas dos sátiros embalados pelos sons dos tamborins dos coribantes, formando uma espécie de trupe que acompanhava o deus do vinho nas suas aventuras. Andavam nuas ou vestidas só com peles, grinaldas de Hera e empunhavam um tirso - um bastão envolto em ramos de videira.
Por onde passavam iam atuando como chamariz na conversão de outras mulheres atraindo-as para a vida lasciva. Evidentemente que o comportamento livre e desregrado delas causava apreensão, senão pânico nos lugarejos e cidades onde o cortejo báquico passava. Quando assaltadas por um furor qualquer, não conheciam limites ao descarregar a sua cólera. O maior divertimento das Mênades ou Bacantes era submeter os homens ao sofrimento, despedaçando-os antes de comê-los enquanto estavam em transe. Por isso, obrigavam-se a procurar refúgio no alto das montanhas, onde podiam exercer sua estranha liturgia sem a presença de olhares de censura ou reprovação.
 As Mênades estão presentes no mito de Orfeu, que se recusava a olhar para outras mulheres após a morte de sua amada Eurídice. Furiosas por terem sido desprezadas, as Mênades o atacaram atirando dardos. Os dardos de nada valiam contra a sua música mas elas, abafando sua música com gritos, conseguiram atingi-lo e o mataram. Depois despedaçaram seu corpo e jogaram sua cabeça cortada no rio Hebro, que flutuava cantando: "Eurídice! Eurídice!"

Por sua crueldade, às Mênades não foi concedida a misericórdia da morte. Quando elas bateram os pés na terra em triunfo, sentiram seus dedos entrarem no solo. Quanto mais tentavam tirá-los, mais profundamente eles se enraizavam até que elas se transformaram em silenciosos carvalhos. E assim permaneceram pelos anos, batidas pelos ventos furiosos que antes se emocionavam ao som da lira de Orfeu.
 No mundo grego e romano, a Bacchanalia ou Bacanais eram festas em honra de Dioniso e as sacerdotisas que organizavam a cerimônia eram as Bacantes. O culto primitivo era exclusivamente feito por mulheres e somente para mulheres, cujo culto teve início na época de Pã. Introduzido em Roma em 200 a.C., a partir da cultura grega do sul da Itália ou através da Etruria influenciado pela Grécia, os bacanais eram realizados em segredo e com a participação exclusiva de mulheres no bosque de Simila, perto da Aventino.
 Posteriormente, os rituais foram extendidos aos homens mas denunciado por um jovem que se recusava a participar das celebrações, o Senado, temendo que houvesse alguma conspiração política, proibiu as festas prometendo recompensas a quem desse informações sobre os rituais. Apesar da severa punição infligida àqueles que violassem o decreto, os bacanais continuaram a ser realizados no sul da Itália. O carnaval vem do legado atual do antigo Bacchanalia, Saturnália e Lupercalia. Na obra intitulada Dionísiacas são citadas dezoito Ménades:

  • Acrete - o vinho sem mistura
  • Arpe - a flor do vinho
  • Bruisa - a florescente
  • Cálice - a taça
  • Calícore - a formosa dança
  • Egle - o esplendor
  • Ereuto - a corada
  • Enante - a foice
  • Estesícore - a bailarina
  • Eupétale - as belas pétalas
  • Ione - a harpa
  • Licaste - a espinhosa
  • Mete - a embriaguez
  • Oquínoe - a mente veloz
  • Prótoe - a corredora
  • Rode - a rosada
  • Silene - a lunar
  • Trígie - a vindimadora

Filme Floresta dos Condenados 

Conta a lenda que existem belas e mortíferas ninfas que habitam as sombras da antiga Floresta Miranda. Expulsas do paraíso, depois de serem contaminadas pelas emoções humanas de sensualidade e desejo, esses anjos caídos agora rondam a floresta, atraindo vítimas desprevenidas com sua beleza antes de seduzi-las e mata-las cruelmente.

  Viajando pelo campo nas férias de verão, cinco adolescentes acidentalmente  atropelam uma garota numa estrada escura. Feridos no meio do nada, eles tentam buscar ajuda. Quando encontram uma cabana escondida no coração da mata, eles pensam que suas preces foram atendidas, mas infelizmente os problemas estão apenas começando.
  A cabana pertence a Stephen (Tom Savini, "Um drink no inferno", "Madrugada dos mortos" e o recente "Terra dos mortos"), que já viu as amaldiçoadas ninfas com os seus próprios olhos, quando era criança. Ele assistiu indefeso as criaturas devorarem brutalmente seus pais e desde então, Stephen vive na floresta, usando os passantes como isca, na tentativa de conseguir sua sangrenta vingança.
  À medida que a noite passa, os jovens lutam para sobreviver, aterrorizados pelas demoníacas criaturas lá fora, cuja fome de carne humana parece insaciável. Um a um, os garotos são exterminados, até sobrar apenas Moly e Judd.
  Apenas duas certezas: que eles tem que dar um jeito de sobreviver a essa noite, se quiserem ver o sol novamente, e ... Que há muito mais que a lenda nessa história...
  Nunca o medo foi tão encantador...
 Nunca a sedução foi tão assustadora... Na floresta dos condenados.

Só não vale pensar que todas as ninfas são más, depois de ver o filme!

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Dybbuk

   No folclore Judeu, um dybbuk é um espírito maligno possuidor, acredita-se que seja a alma "deslocada" de uma pessoa morta.
   Dybbuks são almas que escaparam de Geena (um termo hebraico vagamente análogo ao conceito de inferno) ou almas em que a entrada em Geena foi negada por terem cometido uma grave transgressão como o suicídio. A palavra dybbuk é derivada do Hebraico דיבוק e significa "anexo", o dybbuk se "anexa" (possui) ao corpo de uma pessoa viva e habita a sua carne. Segundo a crença, uma alma que foi incapaz de cumprir sua função durante a sua vida é dada outra oportunidade para fazê-la em forma de dybbuk. Ele supostamente deixa o corpo do hospedeiro, uma vez que tenha conseguido seu objetivo, ou em algumas vezes depois de ser "ajudado".

                                                
   
      A primeira vez que ouvi falar do dybbuk foi no filme Alma Perdida. Incialmente, pensei que o dybbuk fosse apenas um demônio ficticio que o cinema criou para assustar as pessoas, em especial, os gêmeos. Mas pesquisei e descobri que o dybbuk não é de todo um ser ficticio e que faz parte do folclore judaico. Eu super recomendo o filme para quem quer saber um pouquinho mais a respeito desse ser, que cá entre nós, me deixou morrendo de medo quando assisti o filme sozinha no escuro. Rsrs. Abaixo segue a sipnose. Se é daquelas que gosta de surpresas, cuidado para não ler demais a respeito do enredo. Ok? Vamos lá!


Alma Perdida (The UnBorn) - Sipnose

Casey Beldon começa a ter pesadelos e alucinações aonde um cachorro com aparência estranha e uma criança com olhos muito azuis e brilhantes aparecem. Enquanto ela está trabalhando como babá de Matty na casa de seus vizinhos ela escuta uma voz estranha saindo da baba eletrônica e vai ver o que é. Quando ela chega no quarto vê que Matty está mostrando um espelho para sua irmã menor. Cassey assustada pergunta a Matty o que está acontecendo e ele a ataca com o espelho fazendo um pequeno corte em seu rosto e fala: “Jumby quer nascer agora”. Cassey não entende nada e vai para a sua casa. Ela conta o que aconteceu para sua amiga Romy e ela conta para Cassey uma superstição de que não é bom uma criança com menos de um ano ver seu reflexo no espelho porque assim, ela morrerá cedo. Um tempo depois um olho de Cassey começa a mudar de cor e ficar um pouco azul, ela vai ao médico e ele a pergunta se ela era gêmea e explica que essa mudança de cor se deve a uma doença chamada Quimerismo (uma doença que ocorre quando uma célula se junta a outra antes do quarto dia de fecundação misturando o DNA da pessoa). A irmã de Matty (sua vizinha) morre, a superstição era verdadeira. O pai de Cassey conta para ela que ela teria um irmão gêmeo, mas que ele havia morrido ainda dentro do ventre, pois o seu cordão umbilical havia o enforcado, ele também disse a mãe dela havia dado apelidos aos dois, e que o apelido de seu irmão era Jumby. Cassey começa a suspeitar que o espírito de seu irmão está assombrando-a, pois ele quer nascer e entrar no mundo dos vivos. Cassey conhece Sofia Kozma ¬– que mais tarde ela descobre ser sua avó – que explica a Cassey que quando ela (Sofia) era pequena ela tinha um irmão gêmeo que morreu durante um experimento de nazistas em Auschwitz durante a Segunda Guerra Mundial. Um dybbuk trouxe seu irmão de volta a vida e o usa como um portal para o mundo dos vivos. Sofia matou seu irmão para deter o dybbuk, e como uma vingança ele assombra a sua família. Cassey descobre que foi pelo fato de o dybbuk estar assombrando a sua mãe que ela enlouqueceu e se enforcou. Sofia da para Cassey um amuleto de proteção, diz para ela destruir todos os espelhos e queimar os restos e a manda procurar um rabino chamado Joseph Sendak, que pode realizar um exorcismo judaico em Cassey para afastar o dybbuk. Joseph não acredita na história de Cassey até ele ver um cachorro com a cabeça virada ao contrário em sua sinagoga. O dybbuk mata Sofia e, mais tarde, Romy. Cassey e seu namorado Mark vêem o espírito (dybbuk) depois que ele mata Romy e descobrem que ele está se tornando mais forte.
Sendak, Mark, Arthur e outros voluntários começam o exorcismo, mas o dybbuk os ataca e vários ficam feridos ou morrem. O espírito possui o padre Arthur e persegue Cassey e Mark. Mark mata Arthur, então o espírito se apossa dele. Cassey acerta o pescoço de Mark com o amuleto, Sendak chega e ele e Cassey acabam o exorcismo. O ritual arrasta o dybbuk do mundo dos vivos, mas Mark cai e morre durante a separação. Cassey lamenta pela morte de seu namorado, mas se pergunta por que o dybbuk se tornou ativo em sua vida naquele momento, então ela descobre que ela está grávida de Mark, de gêmeos.
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Fradinho da mão furada

sábado, 27 de abril de 2013.
O Fradinho da mão furada é uma personagem mítica de uma das lendas portuguesas, uma espécie de duende caseiro. É um ser que tanto concede favores e benefícios como engana e prega partidas. Tem na cabeça um barrete encarnado, entra nos quartos de dormir, durante a noite, através do buraco da fechadura das portas e escarrancha-se à vontade em cima das pessoas, frequentemente causando grandes pesadelos.

" Uns me chamam Diabinho da Mão Furada e outros Fradidinho, por alguns de nós termos as mãos tão rotas de liberalidades, que em muitas casas onde andamos fazemos ferver o mel, crecer o azeite, aumentar-se os bens, lograrem-se felicidades e, sobretudo, quando no-lo merecem com a boa companhia que nos fazem, descobrimos tesouros escondidos aos donos das casas em que andamos".Obras do Diabinho da Mão Furada, obra anónima do século XVIII, por vezes atribuída a António José da Silva, o Judeu.
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